Por Fábio da Luz

 

 

 

Contém Spoilers da edição!

Mais uma edição da revista Batman chegou na américa do norte e o arco “The Fall and The Fallen” chegou a sua segunda parte.

 

 

 

Continuando com o roteiro de Tom King e desenhos de Mikel Janin e Jorge Fornes, esta segunda parte começa a pontuar bem o fato de que o homem-morcego está no limite da sua sanidade, a um passo de chegar na loucura.

Após termos visto na última edição o Batman ter, supostamente, saído do controle de Bane e Thomas Wayne, e fugido do Asilo Arkham, nosso protagonista convoca toda a batfamília, ou quase toda ela, para voltar ao sanatório e acabar com os planos do vilão.

 

 

Contudo, ao chegar ao Asilo, o homem-morcego irá se surpreender com o fato de que as coisas não estão do jeito que havia deixado. Em paralelo, Bane e Thomas continuam a surpreender nosso herói, provando que o Batman ainda tem muito o que fazer para acabar com o plano dos vilões.

 

 

Desde o fim do relacionamento do Bruce com a Selina, Tom King vem fazendo nosso herói passar pelo pior, destacando todas as suas falhas, mas ao mesmo tempo tentando ressaltar suas virtudes. E estamos vendo que Bruce está se carregando de sentimentos ruins e atacando tudo e todos, inclusive seus parceiros e amigos, afastando todos aqueles que se importam com ele. Na edição No. 59 tivemos um dos momentos importantes dentro dessa fase onde, em um acesso de raiva, Batman acaba dando um soco na cara de seu amigo James Gordon.

 

 

Dentro dessa nova edição vemos que o poço fica cada vez mais fundo, pois seus parceiros começam a enxergar que seu grande mentor está ficando louco e acabam duvidando de suas ações.

Acho muito interessante que até então, toda essa fase do King junto a revista Batman pode ser considerada como uma grande continuação da clássica saga A Queda do Morcego, pois novamente Bane vem agindo de maneira astuta e inteligente para quebrar o homem-morcego, sendo que dessa vez, ao invés de cansar o protagonista fisicamente, o desgaste tem sido com a sua mente, acabando com os relacionamento amorosos, fraternais e de amizade que Bruce tem, com o intuito de enlouquecer o mesmo.

E a construção desse grande plano do Bane vem sendo feito de uma maneira que tem me agradado muito, por mais que alguns momentos possa parecer um pouco arrastado toda essa narrativa.

Quando achamos que finalmente o homem-morcego vai conseguir estar a um passo de seus antagonistas, o leitor acaba sendo surpreendido e vê novamente nosso herói quebrar a cara, se afundando mais em dores e tristeza.

A maneira como o roteirista trabalha todos esses triunfos dos vilões consegue gerar no leitor uma total indignação e um sentimento de impotência, e isso tem sido um grande trunfo dentro do trabalho dessa fase do Batman.

Eu estava seguro que a partir da edição No. 70 começariamos a ver a desforra de nosso amado herói, mas essa nova edição despedaçou essa esperança.

Por mais que tenhamos a vontade de ver o homem-morcego vencer todos os problemas que estão acontecendo com ele, até o momento o protagonista em nenhum momento reconheceu que ele foi derrotado, em nenhum momento ele entendeu que falhou. Conforme Alfred destaca no final da edição No. 71, Bane já o quebrou.

 

 

Somente veremos o triunfo do morcego no momento que ele admitir que foi derrotado, pois será assim que o herói conseguirá chegar a saída desse poço onde ele vem se afundando. Se tem uma coisa que define o Batman é o fato de que, após ele entender seus erros, o mesmo cresce e se torna uma pessoa melhor. Enquanto não vemos Batman entender sua falhas, cabe a nós como leitores acompanhar essa jornada desafiadora do herói.

 

E você, o que está achando dessa fase difícil para o Homem Morcego? Diga nos comentários e fique ligado no Ultimato do Bacon! 

 

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