A Maldição da Chorona (The Curse of La Llorona)
Ano: 2019 Distribuição: Warner Bros.
Estreia: 18 de Abril

Direção: Michael Chaves

Roteiro: Mikki Daughtry, Tobias Iaconis

Duração: 93 Minutos  

Elenco:  Linda Cardellini, Raymond Cruz, Patricia Velasquez

Sinopse: “Na Los Angeles da década de 1970, uma assistente social criando seus dois filhos sozinha depois de ser deixada viúva começa a ver semelhanças entre um caso que está investigando e a entidade sobrenatural La Llorona. A lenda conta que, em vida, La Llorona afogou seus filhos e depois se jogou no rio, se debulhando em lágrimas. Agora ela chora eternamente, capturando outras crianças para substituir os filhos.”

 

 

 

Alexandre Baptista

Uma excelente pedida aos fãs de jump scare, A Maldição da Chorona estreia hoje nos cinemas

Longa do universo de Invocação do Mal é competente e agrada fãs do gênero apesar de não apresentar muitas novidades

por Alexandre Baptista

 

A Maldição da Chorona estreia hoje, 18 de Abril, nos cinemas nacionais. O longa, que integra o universo de Invocação do Mal (The Conjuring, 2013), teve uma divulgação maciça, incluindo a presença da Chorona durante a Zombie Walk, tradicional “desfile zumbi” de Curitiba no domingo de Carnaval.

Não é pra menos. Nessa onda de universos coesos e coexistentes, Invocação do Mal deu um jeito de referenciar os diversos acontecimentos paranormais e demoníacos entre os filmes seguintes e estabelecer uma cronologia sensata entre eles. A grande pergunta, no entanto, é qual o objetivo final dessa franquia. Estariam todas essas aparições conectadas de fato?

O longa dirigido por Michael Chaves, que por enquanto será o diretor de Invocação do Mal 3, previsto para 2020, é um exemplar digno da franquia. Ambientado nos anos 70 e repleto de sustos (jump scare), o filme tem justamente na sua direção o maior trunfo. Com uma câmera viva, mas sem exageros – quanta gente usa essa técnica de forma exagerada ou incorreta – acompanhando os personagens, aliada à trilha sonora que está impecável na construção da ambientação, o diretor cria um clima tenso na maior parte do filme, proporcionando sustos realmente inesperados. Michael Chaves sabe quebrar a expectativa e sua subversão – fãs de terror meio que já sabem onde o monstro vai aparecer e até onde ele não vai aparecer, para subverter a expectativa – colocando sons, aparições e surpresas em momentos bastante inesperados.

Um detalhe sobre a direção: espere várias referências ao impecável Uma Noite Alucinante: A Morte do Demônio (The Evil Dead, 1981) de Sam Raimi, incluindo a chegada do monstro na porta da casa-cabana, trazendo um vento forte. Clássico!

O roteiro em si é algo bastante simples e costumeiro desse tipo de filme, talvez trazendo de novidade a inspiração em uma lenda real mexicana, a Chorona. Um ponto positivo da trama, além de suas pequenas referências e conexões com o universo de Invocação do Mal, é a mudança no tom no terceiro ato do filme, especialmente com a chegada e participação ativa de Rafael Olvera (Raymond Cruz), o curandeiro que vai ajudar a família de Anna Tate-Garcia (Linda Cardelini). Raymond Cruz, o Tuco Salamanca de Breaking Bad, tem aquela cara de Steven Seagal latino e aquela postura de Ash Williams que fazem o filme realmente valer a pena. Aliás, esse é o segundo grande trunfo do longa, que tem atores e atrizes muito convincentes em seus papéis, em especial no núcleo infantil: as crianças realmente entregam excelentes atuações.

A Chorona em si não é lá um monstro muito assustador, mas até aí, repleto de sustos, uma história básica e um curandeiro marrento, o filme já convenceu e fez valer o ingresso. Espere por uma cena de preparação para o combate final, ao melhor estilo Rambo ou Esqueceram de Mim que é sensacional, além de diversos clichês do gênero, muito bem utilizados.

O filme perde alguns pontinhos porque, em determinado momento, temos uma piscina de água benta em cena… que fica ali, sem servir pra mais nada, apesar de seu potencial incrível para qualquer filme de terror.

A Maldição da Chorona é, sem dúvida, mais um ótimo exemplar dessa franquia que começou despretensiosa mas tem agradado cada vez mais aos fãs do gênero.

 

 

 

Avaliação: Bom

 

Lucas Souza

por Lucas Souza

 

“A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona) é o mais novo filme de terror da Warner Bros. Dirigido por Michael Chaves, o filme traz atores capazes de entregar boas performances como Linda Cardellini, Patricia Velásquez e Raymond Cruz. Utilizando-se de um padrão estético e narrativo que ficou muito popular com o advento dos filmes da série “A Invocação do Mal” o filme faz seu dever de casa e entrega uma narrativa linear, simples, com bons sustos e nada mais.

Em “A Maldição da Chorona” (The Curse of La Llorona) acompanhamos uma antiga maldição mexicana que cruza a fronteira para os EUA onde começa a atormentar a família de Anna Garcia (Linda Cardellini) que trabalha de assistente social e acabou de perder o marido. Anna ainda está tentando se acostumar a nova rotina com seus dois filhos quando “La Llorona” decide que é hora de separar a família. A premissa do filme não tem absolutamente nada de inovador, assim como a sua estrutura.

 


“A Maldição da Chorona” traz um enredo linear e simples com bons sustos

 

Infelizmente, “A Maldição da Chorona” é apenas mais um bom filme de terror que não traz nenhuma inovação para o gênero. Com um resultado final interessante – que entrega bons sustos e até algumas risadas – o filme utiliza-se de todos os grandes clichês do gênero sem qualquer pudor. O “estranho sabe-tudo” que decide ajudar a família, as “primeiras vítimas que não conseguem contar de forma clara o que aconteceu”, o padre… está tudo no filme. Se você for um amante do gênero, é possível identificar a narrativa, e como as coisas vão acontecer, depois de 15 ou 20 minutos de filme – se você for um fã dos filmes “A Invocação do Mal” você conseguirá acertar até o final!

O ponto é que toda essa previsibilidade não transformam “A Maldição da Chorona” em um filme ruim. O filme tem seus méritos e entrega boas atuações (o que já ajuda bastante) além de maquiagens perfeitas e uma noção de susto perfeita (“La Llorona” aparece quando esperamos, mas sempre de formas menos convencionais). No final, o filme entrega mais uma história de maldição descompromissada que pode servir como uma boa diversão de final de semana – e só.

 

 

Avaliação: Bom

 

 

Trailer:

 
 
 

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