Por Lucas Souza

Os japoneses são mestres no gênero de horror e temos diversos mangás, como Uzumaki – a Espiral do Horror de Junji Ito, que comprovam essa teoria. O que chama a atenção no terror japonês é justamente a sua bizarrice e modo de trabalhar a mente humana. Ao encontrar “Witches” #1 e #2 nas bancas, a minha expectativa era que o mangaka Daisuke Igarashi entregasse algo nesse nível.

Logo nas primeiras páginas de “Witches” pude perceber que a proposta da antologia do autor era bem diferente do que eu esperava e deu para ver que Daisuke Igarashi pretendia trabalhar a mitologia das bruxas de maneira diferente do que eu imagina. Temos na antologia histórias diversas que visam mostrar a diversidade das lendas ao redor dessas figuras. 

 

Spindle é a primeira história da antologia de Daisuke Igarashi em “Witches”

 

Uma das histórias mais interessantes é a que abre a antologia do manga “Witches”. Em “Spindle” vemos a história de uma gananciosa mulher que começa a desvendar o mundo da magia para poder se vingar enquanto enfrenta uma garotinha que abraça seus costumes e suas responsabilidades para deter a bruxa. Por mais interessante que a história seja, e ela é culturalmente muito rica, fica a sensação de que o terror proposto nas entrelinhas – e vale ressaltar que esse é o maior conto da antologia em duas partes – nunca é verdadeiramente explorado dando lugar a subtramas que poderiam facilmente ser substituídas para dar mais profundidade a malévola Nicola. 

“Spindle” é a trama que retrata perfeitamente bem o mangá de Daisuke Igarashi : uma micelânia de boas ideias que nunca chega a ser verdadeiramente explorada. Tenho a sensação de que o autor quis colocar coisas demais em cada uma de suas páginas e isso acabou atrapalhando o desenvolvimento das tramas – que por vezes são superficiais demais.

 

“Beach” é a última história de “Witches” e é a mais curta

 

Por incrível que pareça foi a última história de Witches que realmente atendeu as minhas expectativas com um conto curto e realmente bizarro – que nos deixa pensando bastante depois da sua conclusão. O que esse conto tem é a simplicidade de saber que suas poucas páginas não podem abraçar todos os conceitos desse universo de bruxarias e ele fica muito confortável focando no encontro de uma garotinha que procura seu gato com uma estranha bruxa que estava na praia. Prepare-se para terminar de ler o conto e ficar com ele na cabeça por alguns dias.

No fim das contas, “Witches” é um mangá que possui muito potencial mas parece se perder ao tentar abraçar diversas arcos e subtramas diferentes que só funcionariam bem em uma história mais longa. Daisuke Igarashi dá uma aula de cultura ao representar bruxas em diversos cantos do planeta não ficando preso ao mito japonês. Um mangá interessante que tinha potencial para ser muito mais.

 

 

Avaliação: Bom!

 

 

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