por Alexandre Baptista

 

Ainda no calor do trailer de Star Wars: Episódio IX – A Ascenção Skywalker (Star Wars: Episode IX – The Rise of Skywalker, 2019), que foi tema do Costelinha ontem, 28 de outubro, o Baú de HQs hoje continua explorando essa galáxia muito, muito distante e seu complexo universo de temas e linhas narrativas.

No entanto, a HQ de hoje apresenta uma versão muito, muito diferente da história tão idolatrada por tantos aspirantes a Jedi, Sith, rebeldes e imperiais, republicanos e soldados da primeira ordem.

The Star Wars foi uma minissérie em 8 edições, publicada em 2013 pela Dark Horse nos EUA, que adaptava o esboço de roteiro de 1974 de George Lucas para o que veio a ser a saga que tanto amamos e conhecemos. No Brasil, ela ganhou o título de Star Wars – A Guerra Nas Estrelas e foi publicada em duas partes de capa brochura em 2015, ganhando uma versão única em capa dura em 2017.

O trabalho de adaptação ficou nas mãos de J. W. Rinzler e as soberbas ilustrações ficaram por conta de Mike Mayhew, que continua fazendo capas variantes de títulos atuais e canônicos dos quadrinhos de Star Wars pela Marvel.

Neste universo, os Jedi-Bendu são os guarda-costas e protetores do imperador – quem quer que ocupe a posição – por cerca de 100.000 anos, até que surge a vilanesca ordem dos Cavaleiros Sith.

A figura central da história é Annikin Starkiller, filho do Jedi-Bendu Kane Starkiller. Assim como em Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança (Star Wars: Episode IV – A New Hope, 1977), Leia é uma princesa que acaba enviando dois dróides em busca de ajuda: Aquilae, planeta onde seu reino é soberano, está sob um ataque do Império que culmina com a morte de seu pai, o rei.

No entanto, a ajuda não vem de Obi-Wan Kenobi aqui, e sim de Luke Skywalker, um velho general que toma o jovem Annikin como Padawan. Em seu percurso para ajudar a princesa, os dois heróis encontram Han Solo, um caçador de Wookies da raça reptiliana Ureallia.

 

"Esse não é o meu Luke!" – Muito antes de Os Últimos Jedi, Luke era Obi-Wan e Annikin era Luke. Um pouco mais confuso do que um fantasma da Força não?

 

O ritmo da narrativa lembra muito o dos filmes originais da saga e os painéis de Mayhew são praticamente cenas cinematográficas sem o movimento.

É bastante inquietante e instigante revisitar este universo sob uma outra ótica, numa espécie de universo paralelo onde as coisas aconteceram de uma forma um tantinho diferente, um tantinho iguais.

Star Wars – A Guerra Nas Estrelas funciona como um O Que Aconteceria Se… da Marvel, ou ainda, um Elseworlds – Túnel do Tempo da DC Comics; só que a grande diferença é que, originalmente, esse era o intuito de Lucas para seu primeiro filme da saga.

 

Han Solo, o reptiliano caçador de Wookies, encontra seu velho amigo Luke e o padawan Annikin Starkiller.

 

O que reforça mais uma vez a discussão acerca das realizações da Disney com os filmes e a opinião dos fãs acerca desse incrível universo que tem sido (re)construído. Fica aquilo que quem está no comando decidir para aquele momento – e que pode ser mudado futuramente por novos detentores. Fica na cabeça de cada um, aquilo que cada um preferir.

O importante, sempre, é não ser chato e manter a cabeça aberta. Afinal, até mesmo George Lucas buscou inspiração em Valerian (Valerian et Laureline, 1967 – atual) de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières e nos contos japoneses sobre ronins e samurais para seu universo original. Nada impede que as novas gerações se inspirem nas histórias originais de Star Wars para sedimentar os cânones de seus contos mais atuais.

Gostando ou não, a galáxia é grande demais para uma única história. O importante é que a Força esteja com todos nós.

 

Fique ligado no Ultimato do Bacon para mais notícias e reviews sobre HQs!

 

Sugestão de Leitura:

Formato capa brochura em 2 edições

 

 

Formato capa dura – edição única

 


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