por Lucas Souza

Histórias genéricas não são, de maneira geral, difíceis de serem encontradas nos quadrinhos. Seja qual for a editora ou o estilo de HQ´s da sua preferência, é comum vermos histórias sendo recicladas, enredos mal contados e “coincidências” demais acontecendo em prol de uma “diversão rápida”. Raro mesmo tem sido ler histórias curtas – 1 ou 2 edições – que consigam causar um impacto real. Se você sente o mesmo que eu, precisa ler Esquadrão Suicida.

 

A edição brasileira de número #17 consegue vir com uma história auto contida (não precisa se martirizar lendo as dispensáveis 16 primeiras edições) que arranca gargalhadas enquanto conta uma boa história. A edição nacional, publicada pela Panini, compila as edições Suicide Squad #33 – #34. O arco fechado conta a história de Juan Soria.

 

Juan Soria e sua leitura dos fatos ditam o ritmo da fantástica história do Esquadrão Suicida

 

Sabe aqueles personagens que aparecem nas páginas das histórias apenas para morrerem? É assim que Juan Soria se sente. Sendo obrigado a integrar o Esquadrão Suicida ao lado de grandes nomes como Pistoleiro e Crocodilo, ele sabe que alguém precisa morrer e que os nomes conhecidos são indispensáveis. Juan, que tem um dos poderes mais m#&[email protected]! que já vi, passa o arco inteiro contando sua história (e porque se sente dispensável) enquanto tenta fazer os personagens (ou nós) saberem seu nome e se importarem com ele.

Si Spurrier entrega um roteiro simplesmente sensacional! A história inteira é vista pela ótica de Juan e sua interação (ou seria não interação?) com os outros personagens é hilária. Cada observação de Soria serve como uma crítica velada aos roteiros de quadrinhos atuais – sendo a própria revista do Esquadrão uma das que mais aproveita dos recursos que ele critica. Juan diz que quanto menos as pessoas te conhecem ou se importam com você, mais propenso você está a não voltar de uma “missão suicida”. Acho que ninguém pode dizer que Soria está errado…

 

Juan mostra toda sua insegurança na capa de Esquadrão Suicida

 

Como se uma história divertida com auto crítica velada não fosse o suficiente, ainda temos um final com um plot twist completamente inesperado! Apesar de sombrio, posso colocar a história de Juan Soria como uma das poucas que realmente me surpreendeu. Todos nós criticamos os furos de roteiro e suas conveniências uma vez ou outra. Ver uma HQ, de uma equipe que faz isso constantemente (ou alguém acredita que a Arlequina vai morrer em missão?), criticando isso de forma divertida e magnética é sensacional. Leiam a história de Juan Soria. Vocês não vão se arrepender.

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