Okko – O Ciclo da Água

Ano: 2005

Distribuição: Mythos

Lançamento: Junho de 2018

Autor: Hub (Humbert Chabuel)

Páginas: 100 

Artistas: Hub (Humbert Chabuel)

Sinopse: O místico Império de Pajão é uma terra de samurais, katanas, deuses e magias, que não deixa de ter sua semelhança com a Terra do Sol Nascente. Na Era Asagiri, também chamada de Tempo das Neblinas, inúmeros clãs lutam para conquistar toda o Pajão, causando inúmeros conflitos que assolam a nação.

Longe dos campos de batalha, Okko, ronin excepcionalmente habilidoso, lidera um grupo de caçadores de demônios dos quais fazem parte Noburo, o misterioso gigante mascarado e o monge bêbado Noshin, com poderes de conjurar espíritos da natureza. Quando a irmã de Tikku, a gueixa Pequena Carpa é raptada por piratas, o jovem pescador convence o bando a ajudá-lo, mas essa busca terá seu preço e os levará para o centro de uma grande aventura.

Okko – O Ciclo da Água é uma história completa, assim como o primeiro volume na popular saga criada por HUB (Humbert Chabuel), apresentando um mundo cheio de elementos nipônicos tradicionais com um toque sobrenatural e fantástico. Tudo é amarrado pelo belíssimo traço do autor, que com sua riqueza em detalhes capta todas as nuances deste universo mágico. Okko traz um Japão reimaginado e reinterpretado por um europeu apaixonado por sua riqueza cultural!

Diego Brisse

O selo Gold Edition da Mythos geralmente traz hqs bem diferentes, fugindo totalmente do comum. Infelizmente os preços pouco atrativos devido a fatores como formato, tiragem, direitos autorais e afins acabam assustando os leitores.

Okko é uma série dividida em quatro mini séries, ou ciclos: Ciclo da Água, Ciclo da Terra, Ciclo do Ar e Ciclo do Fogo. Cada um composto de duas edições, as edições da Mythos são compostas de duas edições, tendo o ciclo completo em cada encadernado. A edição é linda, com o formato gigante luxuoso do selo e páginas com uma gramatura excelente.

Esse primeiro ciclo é raso, chega a ser monótono em alguns momentos e a mudança de quadros parece confusa, com ilustrações que não favorecem muito as lutas, tornando tudo meio embolado. A trama é interessante, os personagens não são apresentados de forma muito direta, deixando tudo muito oculto nesse primeiro ciclo. Isso traz um teor interessante para a história. Apesar de isso tornar a trama interessante, ao mesmo tempo gera a incômoda sensação de que o leitor foi jogado no meio de uma história que já estava sendo contada, isso é um recurso narrativo interessante e funcional em várias obras aonde os protagonistas tem um passado oculto, mas aqui isso é tratado de forma que não cria um grande atrativo. A edição melhora em suas páginas finais, aonde as motivações gerais dos protagonistas são reveladas, criando o interesse em ler a continuação, mesmo esse ciclo sendo bem fechado, sem deixar quase nenhuma ponta solta.

Apesar do ritmo meio monótono e uma arte que não me agradou, Okko vale pela leitura diferente, com um final que deixa o leitor curioso para ver mais da mitologia e do mundo da HQ. Resta torcer para que o próximo ciclo seja mais maduro e explore mais o potencial que a história tem.

 

Okko - O Ciclo da Água - O Ultimato 1

Avaliação: Bom!

 

Okko - O Ciclo da Água - O Ultimato 2

 

 

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