Por João Maia

 

A sexta edição do título Homem Aranha: Amigo da Vizinhança chegou às bancas americanas nesta quarta-feira e o escritor Tom Taylor e artista Juann Cabal nos apresentaram ao jovem companheiro do Aranha: “Spider-Bite” do auge de seus nove anos e meio!

O jovem aprendiz de herói socorre o Aranha quando este está encurralado pelo Doutor Octopus em uma ponte. Com a ajuda do Abutre, o vilão consegue fugir e depois de uma perseguição pelo metrô eles encontram o Duende Verde que revela a nova formação dos Sessenta Sinistros (sim, SESSENTA).

Mas isso não é um problema para a dupla imbatível que derrota cada um dos vilões até chegar ao verdadeiro mestre por trás do plano maligno: Metaloide. Ao derrotar os vilões, o jovem Spider-Bite mostra ao Aranha o conteúdo da caixa que os vilões tentavam roubar: um boneco do próprio Homem Aranha!

Toda essa história parece absurda demais para ser verdade? Porque ela não aconteceu realmente. Na verdade, toda a batalha contra os vilões foi uma encenação do Homem Aranha com seu jovem amigo Nathan. Nathan é um jovem com uma doença não especificada na edição, mas que segundo seus pais sempre sonhou em ser o Homem Aranha.

Essa história traz a mente outros momentos tocantes da carreira do herói: a edição número #248 da Espetacular Homem Aranha de 1984 e o Anual #1 da série, inclusa no volume 1 de Homem Aranha Amigo da Vizinhança.

“O Garoto que Colecionava Homem-Aranha”

Na história da revista Espetacular Homem Aranha #248 (1984), Peter visita o jovem Tim Harrison em seu quarto de hospital e conta ao garoto sobre suas aventuras como Homem Aranha, além de revelar sua identidade secreta um pouco antes de ir embora. Um recorte de jornal conta que o maior sonho do garoto é conhecer o herói, uma vez que lhe resta pouco tempo de vida devido a uma leucemia.

“Leah”

Presente no volume 1 de Homem Aranha Amigo da Vizinhança, inclusa no Anual #1 da série, esta curta história traz uma garota de rua que usa recortes do Homem Aranha em seu abrigo de papelão e para se aquecer. Eventualmente, o Homem Aranha aparece em sua “casa” e a leva para passear. A realidade é muito mais dura uma vez que isso é apenas o sonho dela enquanto o Homem Aranha leva a garota a beira da morte para o hospital, onde é revelado que já é tarde demais para ela. O médico tenta aliviar a dor do Homem Aranha ao dizer que é impossível que ele esteja em todos os lugares e que eles farão o possível para deixar os últimos momentos dela mais confortáveis. O Aranha então lhe dá um beijo na bochecha e lhe deseja bons sonhos, onde o último painel revela que ela continua sonhando estar voando pelos céus de Manhattan junto ao Homem Aranha e diversos outros heróis.

O que essas histórias tem em comum? A capacidade de mostrar que existe muito mais em ser um herói do que simplesmente esmurrar caras fantasiados. Existe um lado humano que é capaz de dedicar parte do seu tempo para realizar os sonhos de uma criança. E o Homem Aranha sempre foi esse tipo de herói. Ainda que essas histórias não tenham um final feliz, precisamos nos lembrar que a vida real infelizmente não é feita de finais felizes. Existem diversos programas que trabalham justamente tentando levar alegria para crianças com doenças de tratamento longo e difícil e até para aquelas de quem a medicina já desistiu.

E aí, já se sentiu inspirado a ser um herói hoje?

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