Com a estreia da segunda temporada, que tal dar uma chance para a série?

por João Maia

 

 

Um garoto socialmente desajeitado e virgem. Seu melhor amigo gay (também virgem). A garota com má reputação. Patricinhas, bullies, atletas, professores bons e ruins. Poderíamos estar falando de algum novo derivado de American Pie (ou quase toda comédia adolescente do gênero “coming of age”) se isso fosse um filme de pouco mais de uma hora de duração. Mas não é, é uma série em 8 episódios em que a Netflix mergulha no círculo social dos jovens modernos. Com tempo suficiente para oito besteiróis de fórmula batida, Laurie Nunn dá uma nova abordagem.

Otis e Eric tem uma química perfeita como melhores amigos de infância

Aqui os personagens são mais do que simplesmente clichês, aliás, toda a série gira em torno da personalidade dos diferentes personagens apresentados. Otis (Butterfield) é um rapaz que sofre de uma repressão sexual, sendo incapaz até mesmo de se masturbar. Sua mãe não serve de muita ajuda para melhorar sua situação: uma terapeuta sexual que não acredita em monogamia desde seu divórcio, Jean Milburn (Gillian Anderson) provavelmente tem mais sorte decifrando seus pacientes do que seu próprio filho, ainda que isso não a impeça de constantemente bisbilhotar sua vida. Fica aqui um elogio a Asa Butterfield que parece ter nascido para interpretar adolescentes estranhos e desajustados.

O convívio numa casa que também serve como consultório torna Otis um semi-especialista em terapia sexual. Ao ver o garoto usar seu conhecimento para ajudar um rapaz em apuros, Maeve Wiley (Mackey), a bad girl, percebe o potencial do jovem e o convence a montar uma “clínica” para lucrar resolvendo os problemas sexuais dos demais alunos do colégio. É então que mergulhamos de cabeça no mundo da escola secundária Moordale, conhecendo mais cada um dos seus alunos a medida que eles buscam Otis para resolver seus problemas. Somos apresentados a uma infinidade de adolescentes cada um com um problema diferente, conforme a série aborda diversos temas como a pressão para perder a virgindade, jovens paixões e até mesmo assuntos um pouco mais pesados.

A bad girl e o estranho que se unem para lucar e também para trazer informação e ajuda para aqueles que precisam de educação sexual

Cada personagem traz algo importante para a trama: muito longe de serem apenas os estereótipos que estamos acostumados a ver em filmes e séries adolescentes, cada um deles tem algo a acrescentar. Você se surpreende a cada episódio, seja com os dramas de Eric (Ncuti), a vida doméstica de Maeve e atémesmo os atletas que a principio poderiam parecer apenas os clichês de sempre se revelam muito mais do que os olhos podem ver. 

A série não é perfeita, e mesmo que passe longe de cair na linha dos besteiróis, ainda conta com um ou outro clichê que ainda que sejam previsíveis não afetam o desenrolar da série ou sua qualidade geral. O ponto alto da série é tratar a sexualidade de maneira leve e bem-humorada, permitindo quem sabe até algumas reflexões para aqueles que optem a assisti-la. A série não é recomendada para menores de 16 anos (contém palavrões, gestos obscenos e nudez) mas é altamente recomendada para as demais faixas etárias, garantindo algumas boas risadas durante seu decorrer.

Trailer da segunda temporada:

 

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