Quando pensamos em literatura fantástica, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, Harry Potter, e muitos outros nos vem à mente,  e não estamos enganados de pensar assim, entretanto, muitos ignoram as obras fantásticas (trocadilho intencional) produzidas aqui no Brasil. Deixemos de lado Machado de Assis e falemos dos ícones da literatura brasileira do século 21, os mestres de mundos fantásticos que estão ao alcance de uma página.

Quem são então os representantes da literatura fantástica brasileira

Comecemos então com Eduardo Spohr, responsável por dar vida aos anjos.

Seu primeiro livro, lançado em 2007 pela galera do Jovem Nerd (ele é membro do Nerdcast) foi “A Batalha do Apocalipse”. Neste livro, somos apresentados a um mundo prestes a ruir em meio as guerras dos homens, enquanto nos bastidores, anjos e demônios se preparam para a batalha destinada do fim dos tempos. A medida que acompanhamos o protagonista Ablon, Spohr nos dá uma visão diferente de diversos acontecimentos, históricos e bíblicos, apresentando diversos personagens que englobam a ambiguidade que diversas obras já atribuíram aos seres angelicais. Não falarei em grandes detalhes sobre a obra para não estragar as surpresas daqueles que se sentirem tentados a ler.

A seguir, Sporh lançou uma trilogia chamada de Filhos do Éden (Herdeiros de Atlântida, Anjos da Morte e Paraíso Perdido) que servem para expandir seu universo, além de mais recentemente ter lançado um guia para RPG de mesa utilizando seus personagens.

Segundo o próprio Sporh, suas influencias de literatura fantástica vão de Tolkien, Alan Moore, Neil Gaiman a Matrix e Saint Seiya.

A seguir, falemos então do mestre dos dragões Raphael Draccon

Neste caso, cabe falar primeiramente sobre as influencias deste autor, uma vez que elas são notáveis em sua obra. Os universos de éter de Draccon trazem referencias de Thundercats, He-Man e Cavaleiros do Zodíaco, além dos clássicos tokosatsus.

Em seus livros da trilogia Dragões de Éter, sonhos de semideuses (os leitores) moldam mundos e através da narrativa somos convidados a sonhar com estes mundos, enquanto acompanhamos a trama que envolver personagens diretamente dos contos de fadas, como a Chapeuzinho Vermelho e João e Maria.

Em Fios de Prata, somos levados aos domínios de Sandman, mestre do Sonhar, onde através de diversas aventuras acompanhamos um jovem descobrir o poder de seus sonhos e também o poder de inspirar outros a sonharem.

Por fim, sua mais recente trilogia, O Legado Ranger, tira inspiração dos tokosatus japoneses para contar uma história de heroísmo moderna. O enredo parece de uma temporada não lançada de Power Rangers, exceto pelo fato de que os protagonistas ali estão muito mais próximos dos rangers do filme recente do que os da série de TV: tratam-se de pessoas reais, unidas contra sua vontade para enfrentar um mal para o qual não estão preparadas.

Por fim, falemos então do rei da noite, André Vianco

Inspirado pelos livros de terror de Stephen King e pelas crônicas de Anne Rice, Vianco iniciou sua empreitada pela literatura fantástica de maneira independente no ano de 1998.

Seu primeiro livro, O Senhor da Chuva, conta a história de uma guerra entre anjos e demônios se desenrolando na terra, apresentando alguns fatos e personagens que eventualmente aparecem em suas demais obras.

Em 1999, com o lançamento de Os Sete, Vianco entra no ramo do vampirismo, uma vez que este livro trata da descoberta de um caixão centenário que é trazido para o Brasil e aberto, liberando os horrores contidos dentro dele. Presos por muitos anos lá dentro, sete vampiros aguardavam a liberação. É a partir destes acontecimentos que se desenrolam as tramas seguintes, continuadas em Sétimo e nos livros do Turno da Noite (3 volumes) e dos Vampiros do Rio Douro (2 volumes). Além de livros isolados (que as vezes se conectam) escrevei também a série O Vampiro Rei e a série Meus Queridos Monstrinhos (livros infantis que adaptam os elementos de terror para crianças, estranho não?)

Existem diversos outros autores excelentes espalhados pelo Brasil afora dos quais eu não falei aqui (a continuação do post começa com o Solano), mas isso não os torna menos importantes, deixem aí nos comentários quais os seus autores nacionais favoritos e porquê.

Confiram nossos ultimatos e dicas de leitura!


Créditos:

Texto e Edição: João Maia
I
magens: Reprodução
Matéria publicada originalmente em 14 de setembro de 2017. Atualizada em 20 de abril de 2020.

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