Por Lucas Souza

 

Imperador Coringa parte de uma premissa muito simples para dar vida a uma das histórias mais estranhas do homem de aço: O que aconteceria se o Coringa tivesse o poder do duende da quinta dimensão Mxyzptlk? A história imaginada e roteirizada por Joe Kelly e Jeph Loeb foi publicada em 5 partes em 2000 nas revistas do Super e foi compilada no Brasil pela Abril na Super-Heróis Premium : Superman 16.

O duende da 5ª dimensão Mxyzptlk está entediado e cansado das tradicionais brincadeiras que faz com o Azulão: mudar o mundo do Homem de Aço para obrigá-lo a falar o próprio nome ao contrário não tem mais graça. Por isso, ele pensa em dar 0,1% do seu poder ao insano Coringa para ver em que tipos de brincadeiras ele poderia pensar (já que é tão bom em atormentar o Batman). Porém, o mesmo é enganado pelo Palhaço do Crime que passa a ter 99,9% do poder do duende enquanto o mesmo é que fica com ínfimos 0,1%. O primeiro ponto de atenção na história vem aqui: Mxyzptlk é extremamente poderoso! Felizmente, sempre agiu como um brincalhão bobo que só está atrás de umas boas risadas. Com o arquiinimigo do Batman, a brincadeira muda completamente.

 

Imperador Coringa se alimentando de bilhões de chineses: Sua versão da “comida chinesa”

 

Apesar de ser uma história do Superman, a trama de Imperador Coringa envolve todo o universo DC – já que o primeiro ato do novo regente é refazer o universo. A liga da Justiça passa a ser uma equipe patética de criminosos insanos, os outros vilões são meros capachos,a terra ganha um novo formato e o Batman passa a ser torturado e morto toda noite. É nesse cenário de caos que o Homem de Aço começa a entender o que está acontecendo e começa a lutar para tentar fazer o mundo voltar ao normal.

Mas a loucura do novo imperador não fica contida na Terra. Darkseid, Espectro, Shazam (mago), Zeus, Pai Celestial e outras entidades mais poderosas são subjugadas pelo poder do vilão. Não há qualquer chance de ajuda externa e o Superman (e seus escudeiros na época: Supergirl, Superboy e Aço) estão sozinhos nessa jornada para tentar derrotar o vilão.

 

Uma das muitas mortes de Batman na HQ Imperador Coringa

 

O que torna essa história pouco conhecida digna de ser lembrada é o misto de sensações que ela gera e como o tom é alternado rapidamente de cômico para macabro. Existem passagens engraçadas demais, passagens de humor negro exacerbado e passagens assustadoras na HQ. Exemplos do comportamento do Coringa na saga que ilustram bem isso são: usando o Jimmy Olsen de parceiro mirim, em uma mesa com os cadáveres de  Tim Drake, Jason Todd e Dick Grayson conversando animadamente e as torturas pré programadas do Batman. Os desenhos cartunescos da saga também fazem com que fiquemos ainda mais confusos sobre como nos sentir.

Mas o que a torna fixa na minha memória é o final. Após o Coringa ser derrotado (você sabia que ele seria derrotado, certo?) pelo Superman com ajuda de uma recém recuperada Liga da Justiça, ainda temos consequências sérias ao homem morcego. Ter morrido milhares de vezes e ter essas memórias deixa o cavaleiro de Gotham completamente quebrado. Ver essas cenas mostram o quanto a saga “engraçadinha” foi traumática e reafirmam o perigo constante que é o Coringa. A resolução encontrada para isso pelo Superman e pelo Espectro são a chave de ouro que fecha uma saga bizarra que fez parte das histórias vividas pelo Homem de Aço em seus 80 anos!

 

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