por Lucas Souza

 

Robert Venditti foi fundo na cronologia do Universo DC e resgatou os Darkstars. O autor, que está tendo sua fase publicada no Brasil na revista “Lanternas Verdes” da Panini, restabelece a esquecida tropa e rapidamente a coloca em rota de colisão com os Lanternas Verdes.

Criados por Michael Friedman e Mike Collins em 1992, os Darkstars são uma tropa criada pelos Controladores (descendentes da mesma raça chamada Maltusianos que deu origem aos Guardiões do Universo que sempre quiseram ter sua própria tropa) para preencher o vazio deixado pela extinção da Bateria Central de OA – o que aniquilou os Lanternas Verdes na época.

A nova saga dos Darkstars começa em “Hal Jordan and The Green Lantern Corps” #42 (2018). Aqui no Brasil ela começa em “Lanternas Verdes” #22 da Panini Comics com o primeiro arco “Os Darkstars Renascem”.

 


Hal Jordan é cercado por Darkstars no arco “Os Darkstars Renascem”

 

Os novos Darkstars do Universo DC são bem diferentes da antiga tropa dos Controladores. Nessa nova fase, o líder da equipe é Tomar-Tu, filho do lendário Tomar-Re, que é recrutado das Ciencelas dos Lanternas Verdes (prisão onde estava após executar um inimigo que havia se rendido).

Os novos recrutas dos renascidos Darkstars devem acreditar que a justiça deve ser permanente, logo os infratores devem ser punidos com a morte. O problema, para os Controladores, é que as armaduras ganham consciência própria e retiram os antigos mestres do comando.

A Guerra Darkstars x Lanternas Verdes se inicia porque os lanternas não acreditam em justiça letal e, segundo suas leis, os criminosos devem ser julgados e condenados. Os Darkstars estão em grande vantagem, uma vez que possuem mais recrutas e começam a ganhar apoio de planetas que acreditam em sua forma de justiça. Suas armaduras, a um primeiro olhar, também parecem mais poderosas que os anéis dos Lanternas Verdes.

 


Tomar-Tu e Hal Jordan se enfrentam em  “Os Darkstars Renascem” de Robert Venditti

 

A saga do renascimento dos Darkstars é recheada de batalhas emocionantes e sabe equilibrar o protagonismo dos quatro terráqueos da tropa com Kilowog, os próprios Guardiões e outros personagens como Zod, Arkillo, Órion e Hector Hammond. Os combates entre as tropas, físicos ou filosóficos, são extremamente interessantes mas é a história de Tomar-Tu e sua escolha que acaba roubando os holofotes.

Tomar-Tu é filho de um dos Lanternas Verdes mais queridos por Hal Jordan. Tomar-Re foi um dos mentores de Hal e, após sua morte, o herói jurou guiar seu filho (recém escolhido pelo anel) pelos passos do caminho certo. O problema é que a vida de Tomar-Re foi tomada pelo vilão Áureo (Keith Kenyon) durante a Crise – vilão esse que já havia cometido outros crimes e voltou a cometê-los posteriormente. Todo esse histórico e as diversas lutas dos Lanternas Verdes com vilões reincidentes, faz com que Tomar-Tu desacredite da justiça atual e isso o leva a executar um criminoso após sua rendição. Pouco antes de ser convocado para os Darkstars, o antigo herói diz a Jordan que a justiça que ele fez pelas vítimas do vilão que executou é tão definitiva quanto os crimes que foram cometidos.

 


Armaduras de Darkstar são produzidas aos montes no arco de Robert Venditti

 

O debate sobre justiça faz da guerra entre os Darkstars e os Lanternas verdes um dos arcos mais interessantes dos últimos anos na revista que sabe trabalhar o aspecto emocional e filosófico sem abandonar a ação. Cada um dos personagens é afetado pelo debate, em maior ou menor grau, e ações extremas são tomadas para fazer com que essa guerra não se espalhe (ainda mais) pelo cosmo.

Um grande arco e um grande desafio para a tropa que está em boas mãos com Robert Venditti.

 

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