por Alexandre Baptista

 

Na semana que vem, mais precisamente na quinta, 19 de setembro, estreia no Brasil Midsommar – O Mal Não Espera a Noite (Midsommar, 2019), novo filme de Ari Aster – que já ganhou uma versão do diretor com 30 minutos extras lá fora.

Para antecipar o lançamento nada melhor do que ver ou rever Hereditário (Hereditary, 2018), a estreia espetacular do cineasta nas telonas.

Confira nossa crítica de Hereditário aqui.

Quando foi lançado, o longa sobre a família Graham foi extremamente elogiado e comparado a clássicos do terror como O Iluminado (The Shining, 1980), O Exorcista (The Exorcist, 1973). E não injustamente.

Ari Aster, que também escreveu o roteiro, investe no conjunto de sua história. É um filme tão bem equilibrado que nenhuma das partes funciona direito sem a outra.

A história é interessante e cheia de sutilezas – com os fenômenos sobrenaturais podendo ser questionados o tempo todo pelos espectadores, justificados pela paranoia, abuso de medicamentos ou até mesmo problemas mentais dos protagonistas; a trilha sonora é envolvente, atmosférica e hipnotizante – e falo aqui da trilha de áudio falado também, além das composições e trilha musical – fazendo uso do recurso de ambiência sonora de modo incomparável; a fotografia e cinematografia de modo geral é impecável e lembra grandes ângulos, enquadramentos e movimentos de cenas clássicas do cinema; a atuação está excelente, com um anti naturalismo num tom preciso para que não caia numa estilização exagerada. Alex Wolff e Gabriel Byrne estão ótimos, mas Milly Shapiro e Toni Collette estão espetaculares. Shapiro tem uma expressão absolutamente perturbadora e Collette apresenta um alcance dinâmico em sua atuação que instiga o espectador a ver mais e mais trabalhos recentes da atriz.

E o mais impressionante é precisamente o fato de que todos estes pontos estão em absoluto equilíbrio: a história se constrói, ou melhor, nossos níveis de ansiedade, expectativa, tensão e apreensão aumentam, no crescendo da construção narrativa de Aster, apoiada nos recursos técnicos visuais e sonoros e no excelente trabalho dos atores.

Além disso, o diretor insere pequenas movimentações fora do foco da câmera – um recurso bastante usado no terror – para aumentar o suspense. Só que, diferentemente dos clássicos, que revelam o monstro na cena seguinte, Aster deixa para os 20 minutos finais os grandes acontecimentos do filme. As pequenas movimentações parecem estar ali não para que as vejamos conscientemente, mas para que nosso subconsciente as percebam, aumentando o desconforto com aquela velha sensação de “algo está errado por aqui”. Simplesmente genial.

Hereditário é um filme que provoca o espectador a pensar, a se atentar aos detalhes, a refletir sobre a história e a verdadeiramente se questionar a respeito de suas chaves de leitura, que estão inclusive no título da obra.

Com um final que não resolve praticamente nada e deixa tudo de forma bastante ambígua, espere, de fato, um dos melhores filmes de terror já feitos e que pode tirar seu sono por algum tempo.

Esteja avisado e bom filme. Cloc!

 

Hereditário está disponível na Amazon Prime Video!

 

Trailer:

 

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