por Alexandre Baptista

 

A dica de hoje é o primeiro capítulo da saga de John Wick, De Volta ao Jogo (John Wick, 2014). Se você não gosta de filmes de ação, tiroteio e perseguições de carro, pode procurar outra das Dicas de Streaming aqui. Porque De Volta ao Jogo é basicamente isso.

Dirigido por Chad Stahelski, o primeiro longa do personagem interpretado por Keanu Reeves teve um orçamento pequeno para padrões de Hollywood. Era um projeto sem muitas ambições que se provou digno de bilheterias respeitáveis.

Considerado por muitos o melhor dos capítulos até aqui, neste filme as linhas do universo que foi se desenhando depois ainda eram tênues, pouco claras, apenas sugeridas.

A grande sacada aqui é que trama do filme vai revelando aos poucos as informações que precisamos e, sem grandes delongas ou estabelecimento de personagens e desenvolvimento, a adrenalina e ação já rolam soltas. Tudo porque o filme estabelece uma enorme conexão com o espectador de forma simples: apelando por sentimentos básicos.

Na história, John Wick acaba de perder sua amada esposa para o câncer e, como surpresa, ela lhe deixa um filhote de beagle para que ele tenha “algo para amar e dividir a dor”. Para não sofrer sozinho. E eis que alguns gângsters invadem sua casa, destruindo tudo por ali, roubando seu carro e… matando o filhotinho recém chegado.

A premissa é simples, um homem buscando por vingança. Só que John é um homem de foco. Que estava “fora do mercado” há mais de 4 anos. Mas que era o "Baba Yaga" – o bicho papão da mitologia eslava – quando trabalhava. Matou três homens em um bar com um lápis. Um homem de foco. E assim temos ele “De Volta ao Jogo” (esses títulos nacionais são pérolas…).

Para os fãs dos filmes de ação, seja 007, Bourne, Velozes e Furiosos ou qualquer outra franquia, o universo Wick é extremamente satisfatório. Ele oferece um filme para cada gosto até aqui – confira nossa crítica de John Wick 3 – Parabellum (John Wick: Chapter 3 – Parabellum, 2019) – com um quarto capítulo confirmado e planos para um filme derivado da Bailarina.

Isso porque, já no primeiro capítulo, temos pequenos detalhes de um universo existente que vai se expandindo cada vez mais. Apesar da forma pouco relevante como são tratados esses elementos neste primeiro filme, vários deles já estão ali. Vemos as “moedas” sendo trocadas e oferecidas por diversos serviços; John se hospeda no Continental e fica sugerido que o lugar é apenas parte de uma organização muito maior; entre outros elementos.

Ainda assim, essa mitologia só toma uma forma gigantesca no terceiro capítulo, fazendo de De Volta ao Jogo um filme muito mais simples, urbano e essencialmente focado na coreografia das lutas, nas técnicas de tiro, nas múltiplas armas utilizadas, nas pequenas referências à Matrix (1999) e no clima neo-noir.

Merecedor de 5 bacons, tem uma direção impecável, trilha sonora bastante interessante e atuações perfeitas para esse tipo de filme – no limite do exagero, da canastrice e do visceral. É uma ótima recomendação, especialmente para se conferir a saga de maneira cronológica (o terceiro capítulo está este mês nos cinemas).

 

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De Volta ao Jogo está disponível na Netflix!

 

 

Trailer:

 

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