por Alexandre Baptista

 

Com a estreia de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Terminator: Dark Fate, 2019) nos cinemas, o Baú de HQs hoje vem com uma aventura escrita por ninguém menos que Frank Miller e com arte de Walt Simonson.

Robocop versus Exterminador do Futuro (RoboCop versus Terminator, 1992) foi uma minissérie em 4 edições lançada pela editora Abril no Brasil em 1999.

 

Material promocional da edição original

 

Originalmente lançada pela Dark Horse nos EUA em 1992 na esteira de O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgment Day, 1991) e durante o desenvolvimento de RoboCop 3 (1993), que teve roteiro de Miller, a HQ é um grande clássico, altamente subestimada pelas editoras e pela indústria.

A premissa é tão bem elaborada que a história funciona como um desfecho para ambas as franquias, de maneira plausível em ambos os cânones. Numa trama paralela à narrativa principal de T2, Robocop versus Exterminador do Futuro começa com três exterminadores chegando do futuro em Detroit. A missão deles, no entanto, é proteger o Robocop de um soldado humano, enviado também do futuro para destruí-lo. No futuro, parte da tecnologia utilizada em salvar o policial Alex Murphy, serve como base para o surgimento da Skynet e para a destruição do mundo dos homens.

 

Capa da primeira edição nos EUA.

 

O traço de Walt Simonson para esta HQ lembra muito o estilo de Geoff Darrow, com uma profusão de detalhes, um traço sujo, típico das HQs publicadas na revista Heavy Metal, por exemplo. No entanto, com uma pegada um pouco mais comercial, um pouco mais cinematográfica.

A aventura mescla de maneira muito equilibrada os dois universos e é possível acompanhar as crises existenciais, típicas de Murphy em sua condição cibernética como Robocop. Só que aqui, a natureza implacável do ciborgue é confrontada por inimigos tão formidáveis quanto ele. Além de um inimigo ainda pior e inevitável; aquilo que Murphy mais teme; a perda de sua humanidade e a percepção de que são suas partes robóticas que tomarão conta do lado humano, e não o oposto, transformando-se na semente da destruição humana.

Infelizmente a HQ não foi republicada por nenhuma editora, sendo a edição da Abril a única existente no Brasil. Para conferir o material, a saída talvez seja procurar em sebos ou versões digitais.

Espere diversas reviravoltas e um engenhoso final para a HQ – apesar de antiga, não vou revelar o clímax – que é ótimo e satisfatório para as duas franquias.

Como curiosidade, a HQ também serviu de inspiração para um game premiado e disponível em diversos consoles da época como Sega Mega Drive/Genesis, Super Nintendo Entertainment System, Sega Game Gear e Nintendo Game Boy.

Num futuro que está sempre se alterando, Robocop versus Exterminador do Futuro pode muito bem ser considerado cânone se você assim preferir. Basta imaginar que é uma das versões de futuro dentre todas as já apresentadas.

 

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Sugestão de Leitura (em inglês):

 


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