por Alexandre Baptista

 

Hoje a Dica de Streaming é mais um trabalho que destaca a impressionante versatilidade e qualidade do ator Joaquin Phoenix, Ela (Her, 2013), longa escrito e dirigido por Spike Jonze.

Ela é basicamente um leve drama romântico e existencialista disfarçado de ficção científica. Na trama, o escritor de cartões e cartas pessoais solitário Theodore lida com sua recente separação se isolando das pessoas em uma bolha de apatia e desinteresse.

No entanto as coisas mudam muito quando Theo adquire um novo sistema operacional – o OS1 – capaz de evoluir e aprender com o usuário. Em pouco tempo, o sistema operacional escolhe para si o nome de Samantha e passa a ter uma espécie de relacionamento afetivo com Theo.

Apesar de um tanto imaginativo quando foi lançado em 2013, o tema do longa hoje, depois das pancadas que recebemos da série Black Mirror (2011 – atual) a cada temporada, parece mais plausível, menos absurdo e até aceitável. No entanto, se deixarmos de lado a premissa tecnológica do longa, Ela acaba sendo uma versão mais hipster e visualmente interessante de Doce Novembro (Sweet November, 2001).

O diretor Spike Jonze faz um belo trabalho no longa, principalmente no aspecto visual da produção. O filme tem, não por acaso, um clima de clipe de banda musical indie ou underground; Jonze é mais conhecido por seu trabalho como diretor de clipes e curtas para bandas como Sonic Youth, The Breeders, Beastie Boys, Elastica, R.E.M., Björk, Daft Punk, Weezer, Beck, Fatboy Slim, Sean Lennon, Arcade Fire e outros.

Sua estreia nos cinemas com Quero Ser John Malkovich (Being John Malkovich, 1999), baseado no roteiro de Charlie Kaufman, rendeu mais uma direção a partir de material do escritor: Adaptação (Adaptation., 2002). Daí pra frente, Kaufman trabalhou com a direção de Michel Gondry até tentar dirigir ele mesmo o seu Sinédoque, Nova York (Synecdoche, New York, 2008). Já Jonze voltou aos clipes, curtas e documentários até escrever o roteiro de Ela em 2013 e voltar à direção de cinema propriamente dito.

Voltando ao filme em si, outro ponto positivo é o elenco que, além da belíssima atuação de Phoenix, conta com a voz de Scarlett Johansson para Samantha, pequenas participações muito boas de Rooney Mara e Chris Pratt e uma irreconhecível Amy Adams no papel de Amy.

A trilha sonora casa muito bem com o clima, meio drama, meio sci-fi, meio indie do filme, com tons intimistas e bastante, digamos, relaxantes, dando leveza ao longa como um todo, mesmo em momentos de maior tensão ou angústia por parte dos personagens.

A excelente metáfora para a evolução da vida a dois, a evolução das pessoas e a superação das atitudes castradoras e limitadoras que invariavelmente destroem as relações, não é sutil. Ela joga na cara do espectador que a falta ou fim do amor geralmente não tem nada a ver com o fim de um namoro, casamento ou paquera.

A responsabilidade disso é, via de regra, da possessão, das manias, da intolerância e da falta de entendimento das vontades e desejos do outro. Afinal, um casal é formado por dois indivíduos e a ilusão de uma "simbiose" é simplesmente doentia, prejudicial e fadada ao fim, mesmo que se permaneça junto.

Ela é um filme imprescindível para pessoas solteiras, casais novos e antigos. Mais do que “o filme do cara que namora o próprio computador”, o longa fala sobre relacionamentos e quanto os problemas que surgem ali são causados por nós mesmos.

 

Ela está disponível na Amazon Prime Video!

 

Trailer:

 

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